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Namíbia solidariza-se com a Venezuela e exige libertação do presidente Maduro

Tjitunga Elijah Ngurare, primeiro-ministro namibiano, reafirmou a profunda solidariedade do seu país para com os cidadãos venezuelanos e cubanos falecidos no ataque dos EUA à Venezuela.

Tjitunga Elijah Ngurare, primeiro-ministro namibiano, liderou a delegação que se deslocou à Embaixada da Venezuela em Windhoek Créditos / Confidente Namibia

Ngurare deslocou-se esta quarta-feira à Embaixada da Venezuela em Windhoek, capital da Namíbia, onde, em representação da presidente do país, Netumbo Nandi-Ndaitwah, assinou o livro de condolências em honra dos venezuelanos e cubanos mortos durante a agressão dos EUA ao país sul-americano, no passado dia 3 de Janeiro.

O líder governamental, que classificou o ataque como «bárbaro», denunciou o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da sua esposa, Cilia Flores, por parte da administração norte-americana, tendo exigido a sua libertação imediata, refere o portal nbcnews.na.

Na ocasião, Ngurare reafirmou que Nicolás Maduro continua a ser o presidente legítimo da Venezuela e referiu-se ao seu rapto como uma violação da Carta das Nações Unidas e dos princípios fundamentais do direito internacional.

A delegação namibiana, que também incluía a ministra das Finanças e dos Apoios Sociais, Erica Shafudah, expressou solidariedade ao povo venezuelano face à agressão externa à sua soberania nacional.

Apelo à unidade do Sul Global

Também destacou a importância da unidade do Sul Global num contexto de «tensões geopolíticas crescentes», bem como os laços históricos e diplomáticos de longa data que unem a Namíbia a Cuba e à Venezuela.

Tjitunga Elijah Ngurare recordou o compromisso do seu país com «a solidariedade, a estabilidade política e a paz», bem como a defesa da autodeterminação dos povos e de uma ordem multipolar.

«Não devemos hesitar em ser amigos numa altura em que o cenário geopolítico é o que é. Também não devemos esquecer os nossos amigos que estiveram ao nosso lado. Mantenham-se firmes», disse, citado pela página Confidente Namibia.

Por seu lado, a embaixadora venezuelana, Magaly Henríquez, agradeceu o gesto de fraternidade em nome do governo bolivariano, indica a TeleSur.

Num encontro que terminou com «a ratificação de uma aliança estratégica assente na justiça e na paz», a diplomata disse ainda que o apoio incondicional da Namíbia reforça os laços históricos entre ambas as regiões.

Solidariedade africana

A Namíbia já se tinha posicionado, no início do mês, sobre o ataque norte-americano a Caracas e várias zonas dos estados venezuelanos de Aragua, Miranda e La Guaira, executado no dia 3 de Janeiro e que provocou pelo menos cem mortos no país sul-americano.

Numa declaração oficial, o país do Sudoeste de África destacou a soberania, a integridade territorial e a independência política de todas as nações, bem como a sua solidariedade com a Venezuela, assente numa «história partilhada de luta anticolonial pela autodeterminação e independência».

A União Africana (UA) foi rápida a responder ao rapto de Nicolás Maduro e à agressão à Venezuela, sublinhando a defesa do direito internacional, da paz e da estabilidade regionais, assim como a solidariedade com o povo venezuelano.

A título individual ou enquadrados em mecanismos de integração regional, muitos países do continente africano têm denunciado o ataque à soberania e à integridade territorial da Venezuela por parte dos EUA, a violação das normas e do direito internacional, e exigido a libertação imediata de Nicolás Maduro e sua esposa, raptados pelas forças norte-americanas.

Entre esses países, contam-se Angola, África do Sul, Comores, Chade, Níger, Mali e Burkina Faso. Também o Gana, Libéria, Eritreia, Gâmbia, Senegal ou Burundi.

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