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Festival de documentários Santiago Álvarez alinha nova edição

Dedicada ao cinema do Vietname, a 23.ª edição do Festival Internacional de Documentários Santiago Álvarez In Memoriam arranca a 5 de Março em Santiago de Cuba, com algumas obras projectadas em Havana.

O cineasta cubano Santiago Álvarez Créditos / PL

Os responsáveis do evento cinematográfico revelaram que na edição deste ano foram inscritas 151 obras a concurso, 135 das quais são documentários, 11 projectos e seis propostas de fotojornalismo.

Na página oficial do Festival Internacional de Documentários Santiago Álvarez In Memoriam (FIDSA), explica-se que o país convidado é o Vietname, cujo cinema documental se homenageia, e que a escolha está relacionada com o 80.º aniversário do Dia Nacional vietnamita, «proclamado a 2 de Setembro de 1945, quando Ho Chi Minh leu a Declaração de Independência».

A escolha alude, ainda, à «profunda relação histórica entre o Vietname e a obra de Santiago Álvarez, autor de peças emblemáticas como 79 Primaveras e Hanoi martes 13», revelam os organizadores.

A 23.ª edição do festival começa a 5 de Março e prolonga-se até 11 do mesmo mês, na sede de Santiago de Cuba e na subsede de Havana, tendo como um dos principais propósitos apresentar um programa cultural que possibilite ao público apreciar e reflectir sobre o cinema documental.

Cinema documental: missão mais urgente que nunca

O portal do evento que honra o mestre cubano do documentário, a quem chamaram o «Olho da Revolução» e «Cronista do Terceiro Mundo», evoca o seu «cinema comprometido, que fez da solidariedade internacionalista e da denúncia do imperialismo os seus eixos centrais».

«O cinema documental nasceu como testemunho e instrumento de denúncia, e hoje essa missão é mais urgente que nunca», afirmam os organizadores do festival, que lembram a «tragédia que o povo palestiniano vive em Gaza», onde «mais de 200 jornalistas foram assassinados enquanto documentavam a realidade no terreno».

Neste sentido, a organização sublinha que a actual edição do Santiago Álvarez In Memoriam se reafirma como espaço de encontro e reflexão, «onde cada obra transforma as imagens em consciência e contribui para construir um mundo mais justo».

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