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Forças Armadas venezuelanas em alerta máximo na fronteira com a Colômbia

O Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (Ceofanb) continua em alerta máximo na fronteira com a Colômbia, onde há vários dias combate grupos «irregulares» do país vizinho.

Elementos da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) continuam a fazer frente a grupos armados colombianos no estado fronteiriço de Apure 
Elementos da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) continuam a fazer frente a grupos armados colombianos no estado fronteiriço de Apure Créditos / mazo4f.com

Após os combates dos últimos dias entre a FANB e grupos armados colombianos, o comando das Forças Armadas informou que mantém o controlo das localidades de La Victoria e Ripial, principais cenários das hostilidades, no estado venezuelano de Apure.

No Twitter, o Comando Estratégico deu conta do desmantelamento de mais um acampamento de «terroristas», onde foram encontradas «armas, munições e explosivos de alta potência».

Também ontem, a propósito do Dia Internacional de Consciencialização sobre os Perigos das Minas Terrestres, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou a utilização de minas antipessoais, por parte dos terroristas colombianos, no estado de Apure, junto à fronteira com a Colômbia.

O chefe de Estado venezuelano acusou o governo de Iván Duque de ser responsável por esta «contaminação bélica e criminosa», e agradeceu à FANB pela «entrega na defesa do território» nacional.

Os confrontos recentes na região limítrofe com a Colômbia servem, segundo Maduro, para medir os níveis de resposta perante eventuais intervenções estrangeiras de maior envergadura, refere a Prensa Latina.

Insistiu que a FANB e a união entre militares, forças policiais e o povo farão frente a qualquer ameaça de desestabilização, garantindo «a paz e a soberania».

Desde o início das hostilidades na fronteira, o executivo venezuelano acusou Bogotá de estar a procurar criar um conflito artificial para introduzir elementos paramilitares, guerrilhas e grupos de narcotráfico no país, de modo a justificar uma agressão.

Desde 21 de Março, pelo menos seis militares venezuelanos foram mortos, enquanto a FANB causou nove baixas entre os «irregulares», tendo detido ainda 32 irregulares, segundo informações oficiais.

Organizações sociais denunciam acção de grupos armados

No sábado, um grupo de 30 organizações sociais venezuelanas denunciou a desestabilização gerada pelos grupos irregulares colombianos no estado de Apure, «atentando contra a paz e a tranquilidade das suas populações».

Em comunicado, referido pela Prensa Latina, disseram estar preocupados com «as acções empreendidas por grupos armados (...) que ameaçaram e violaram os direitos humanos das populações» e que «provocaram a morte de membros da FANB».

O documento refere que a situação no país vizinho se agrava pela recusa do executivo em cumprir os acordos de paz e lembra os assassinatos diários de dirigentes sociais, o grande número de deslocados, num país que é o «maior produtor e exportador de cocaína do mundo.»

Os organismos instam o Estado venezuelano a garantir a soberania, a integridade territorial e a paz em Apure, e sublinham que, sendo necessário o uso da força pública para proteger o povo, tal deve ser feito com a total garantia dos direitos humanos.

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