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Exército sírio avança na ofensiva antiterrorista em Idlib e Alepo

Nas últimas horas, o Exército sírio e forças aliadas reconquistaram áreas controladas por jihadistas em Idlib e Alepo. Damasco afirma que a ofensiva não vai parar até à erradicação total do terrorismo.

Pela primeira vez desde 2014, o Exército Árabe Sírio tem à vista Ma'arat an-Numan, na província de Idlib, na sequência da forte ofensiva que lançou nas últimas horas
Pela primeira vez desde 2014, o Exército Árabe Sírio tem à vista Ma'arat an-Numan, na província de Idlib, na sequência da forte ofensiva que lançou nas últimas horas Créditos / Malay Mail

No Sudeste da província de Idlib, os militares sírios conseguiram avançar e reconquistar várias localidades, após fortes confrontos com grupos terroristas. De acordo com a agência SANA, o Exército Árabe Sírio (EAS) posiciona-se agora a poucos metros da cidade-chave de Ma'arat an-Numan [vídeo], considerada o principal bastião das forças terroristas na região e localizada junto à auto-estrada que liga Damasco a Alepo.

Além de várias localidades em redor de Ma'arat an-Numan, as tropas de Damasco recuperaram também o controlo da estratégica base militar de Wadi al-Deif, de que o exército foi obrigado a retirar-se em Dezembro de 2014, na sequência de uma ofensiva dos terroristas da Frente al-Nusra.

Na frente de Alepo, os militares sírios lançaram ataques de artilharia e mísseis pesados Golan, no sábado à noite, contra as forças da Hayat Tahrir al-Sham e grupos aliados em várias zonas da região ocidental de Alepo, segundo refere a Al-Masdar News.

Para além disso, unidades da 4.ª Divisão das tropas especiais do EAS lançaram diversos ataques nocturnos, tendo conseguido libertar vários blocos de edifícios.

Operações em Idlib e Alepo não vão parar até à erradicação do terrorismo

Em cartas dirigidas este sábado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e ao secretário-geral do organismo, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros afirma que as operações antiterroristas em curso nas províncias de Idlib e Alepo surgem na sequência dos «apelos dos civis sírios e como resposta aos crimes sistemáticos cometidos contra eles pelos grupos terroristas armados», que «continuam a explorar o apoio militar e logístico que lhes é prestado pelos países ocidentais e seus peões na região».

Os extremistas atacam a população civil e infra-estruturas como hospitais, escolas e locais de culto na cidade de Alepo e na sua província, bem como na de Idlib, provocando um grande número de vítimas civis, na sua maioria crianças, mulheres e idosos, afirma a missiva, citada pela SANA.

Os grupos terroristas continuam a impedir a saída de civis através dos três corredores criados este mês – Abu al-Duhour, al-Habbit e al-Hader – pelas autoridades, com o objectivo de evitar que os civis sejam utilizados como escudos humanos, explica a diplomacia síria, sublinhando que as operações militares em curso, levadas a cabo pelo EAS e forças aliadas, não vão parar até que os terroristas do Daesh, da al-Nusra e de outras organizações «sejam eliminados».

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