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Eleições na Ucrânia prosseguem para a segunda volta

O comediante Vladimir Zelensky ficou em primeiro lugar nas eleições presidenciais realizadas este domingo, na Ucrânia, seguido do presidente Petro Poroshenko. Ambos são a favor da NATO e da UE.

Vladimir Zelensky
Vladimir ZelenskyCréditos / Sputnik

Segundo os dados, o comediante e estrela de televisão Vladimir Zelensky obteve 30,46% dos votos contabilizados enquanto Petro Poroshenko, actual presidente, teve 16,16%. Em terceiro lugar surge Yulia Timoshenko, antiga primeira-ministra e ex-líder da chamada Revolução Laranja, com 13,15%.

Assim, Zelenski irá defrontar Poroshenko dentro de três semanas na segunda volta para a presidência do país. O político estreante, comediante de profissão, ganhou força alicerçado pelo seu programa satírico no canal 1+1 e através de uma campanha anti-corrupção, apesar das ligações que tem com o oligarca Ihor Kolomoyskyi, rival do actual presidente.

Já Poroshenko, o presidente incumbente e homem mais rico da Ucrânia, colocou o ênfase na campanha em várias promessas que ficaram por cumprir desde a última eleição, como uma solução para a grave crise económica que tem desolado o país e a supressão do levantamento popular no Leste. Outra proposta do candidato passa por restrições ao uso do russo como língua, apesar de ser maioritária em muitas regiões.

De facto, as diferenças entre os programas dos candidatos são poucas: ambos defendem a entrada do país na NATO e na União Europeia (UE) e rejeitam um compromisso relativo ao conflito em curso e à situação da Crimeia, que optou por separar-se da Ucrânia em referendo. As ligações de Zelensky a Kolomoyskyi, que tem financiado abertamente milícias neo-nazis, tão pouco prometem uma solução pacifíca.

As eleições presidenciais na Ucrânia realizaram-se no contexto de um prolongado conflito armado nas regiões de Donbass e Luhansk. Além disso, decorreram num clima hostil a opiniões «não patrióticas», dos quais se destacam a proibição de várias candidaturas, entre as quais a do Partido Comunista da Ucrânia, e os vários ataques contra jornalistas e activistas políticos que foram perseguidos e agredidos nas ruas por grupos armados.

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