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Cinco milhões de refugiados regressaram a suas casas na Síria

O ministro interino da Administração Local da Síria, Hussein Makhlouf, revelou que cerca de cinco milhões de refugiados e deslocados voltaram para as suas casas, de forma voluntária e segura.

Vista do campo de refugiados de Rukban, na região síria de al-Tanf, junto à fronteira com a Jordânia
Vista do campo de refugiados de Rukban, na região síria de al-Tanf, junto à fronteira com a Jordânia Créditos / sott.net

Makhlouf, que é também líder da Comissão de Coordenação Ministerial Sírio-Russa, disse que a melhoria significativa das condições de segurança em quase todo o país levantino contribuiu para o número de regressados, assim como o empenho permanente do governo sírio em garantir os serviços básicos e uma digna àqueles que voltam.

As declarações de Hussein Makhlouf foram proferidas esta segunda-feira no Palácio das Convenções de Damasco, no âmbito das reuniões conjuntas sírio-russas que visam dar continuidade aos resultados da Conferência Internacional sobre o Regresso dos Refugiados Sírios, que se realizou em Novembro de 2020, informa a SANA.

Outras medidas que visam facilitar o regresso dos refugiados, referiu o ministro da Administração Local, são a concessão de amnistias, a libertação de presos, a normalização do estatuto jurídico dos sírios que saíram do país de forma ilegal e a simplificação dos trâmites nas fronteiras.

Amplo esforço de reconstrução

Por seu lado, o chefe do Órgão de Coordenação Ministerial Conjunto da Federação Russa, Mikhail Mizintsev, afirmou que os sírios retornados recebem cuidados médicos, ajuda alimentar e educação gratuita, bem como oportunidades de trabalho.

O militar russo revelou que foram reconstruídas 987 escolas, 255 centros de saúde e 4966 edifícios residenciais, enquanto mais de 14 400 instalações industriais voltaram a funcionar.

Além disso, precisou, foram recuperadas pontes e estradas, linhas de electricidade e centenas de poços de água potável e padarias.

Mizintsev alertou que o bloqueio e as sanções impostos à Síria impedem a reconstrução do país, e que a presença ilegal de forças estrangeiras em território sírio impede a estabilização da situação das zonas que ocupam.

Ocupação norte-americana e turca dificultam o regresso dos refugiados

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ayman Sousan, destacou que o governo sírio, sob a orientação do presidente Bashar al-Assad, vai continuar a tomar todas as medidas para tornar mais fácil o regresso a casa dos refugiados e deslocados internos, refere a SANA.

O diplomata denunciou a atitude de alguns países hostis à Síria, que impedem o regresso de sírios que neles se refugiaram e exploram o seu sofrimento, ao serviço dessa «agenda hostil».

Destacou ainda o modo como a ocupação norte-americana e turca de partes do território da Síria, as medidas coercivas unilaterais ilegais e as tentativas de dificultar o processo de reconstrução do país colocam obstáculos ao regresso dos refugiados.

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