|Síria

Damasco e Moscovo denunciam desestabilização dos EUA e pedem fim das sanções

Os comités de coordenação sírio e russo para o regresso dos refugiados reiteraram o apelo à comunidade internacional para que condene as «injustas sanções dos EUA e seus aliados» contra o país árabe.

Uma refugiada síria e os seus filhos preparam-se para regressar a casa, em 3 de Julho de 2018.
Uma refugiada síria e os seus filhos preparam-se para regressar a casa, em 3 de Julho de 2018. CréditosRuth Sherlock/NPR. Fonte: WUWM 89.7

Os órgãos de coordenação afirmaram esta terça-feira, num comunicado conjunto, que o apoio contínuo de Washington aos grupos terroristas conduz à desestabilização da situação na Síria e agrava a crise humanitária no país.

«A ocupação de territórios por parte dos Estados Unidos e seus aliados, bem como o saque dos recursos naturais do povo sírio estão a causar enormes danos à economia síria», declara-se no texto, citado pela SANA.

Os comités de coordenação sírio-russos indicam ainda que os campos de deslocados criados por Washington nos territórios ocupados permanecem em mau estado e se assemelham a uma prisão ou campo de concentração.

Ali, denunciam, é proibido o acesso das organizações humanitárias e a ajuda que é entregue por vias ilegais vai parar às mãos de organizações terroristas apadrinhadas pelas forças de ocupação norte-americanas, afirma o texto, também citado pela Prensa Latina.

Os comités de coordenação sírio-russos para o regresso dos refugiados afirmam ainda que continuam a trabalhar com o propósito de prestar assistência aos deslocados e refugiados, garantindo-lhes o regresso voluntário e seguro às suas casas.

Fizeram também um apelo à comunidade internacional para que condene as «injustas sanções impostas à Síria para destruir a sua economia», exija o seu levantamento e ponha fim à politização da ajuda humanitária.

Numa declaração emitida na semana passada, os comités de coordenação sírio-russos denunciaram que alguns governos ocidentais, com os EUA à frente, destinam fundos para evitar o regresso dos refugiados sírios à sua pátria.

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