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Bielorrússia anuncia sanções a altos representantes da UE

O governo bielorrusso vai aplicar sanções a altos funcionários da UE, como resposta às medidas restritivas impostas pelo bloco a dezenas de figuras do país do Leste da Europa e recentemente ampliadas.

Manifestação de apoio a Lukashenko na cidade de Brest
Manifestação de apoio a Lukashenko na cidade de Brest Créditos / Twitter

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bielorrússia, Vladimir Makei, afirmou este domingo que o seu país tem o direito a responder às sanções adicionais aplicadas pela União Europeia (UE), há mais de uma semana, a vários funcionários bielorrussos.

«Hoje, ao debater esta situação, vimo-nos obrigados a constatar que também vamos ampliar as nossas listas de sanções pessoais, que incluirão representantes das autoridades da UE e as autoridades de vários Estados europeus», disse numa entrevista a um canal de TV, citado pela agência Sputnik.

Makei revelou que a decisão sobre as medidas de resposta foi aprovada no passado dia 17, numa reunião dedicada à política externa em que participou o presidente do país, Alexander Lukashenko – um dos visados pelas sanções da UE.

O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento e o Banco Europeu de Investimento congelaram a cooperação com o a Bielorrússia, sublinhou o diplomata, que criticou a «politização constante dos direitos humanos e da democracia, com argumentos infundados», por parte da UE. Deste modo, disse, «não vemos qualquer sentido em manter o diálogo com o organismo comunitário sobre essas matérias».

Desde o início de Outubro que Bruxelas impõe medidas contra vários funcionários bielorrussos, justificando as punições com a responsabilidade destes numa alegada falsificação de resultados nas eleições presidenciais celebradas em Agosto e na violência exercida sobre os protestos pelos resultados.

O presidente bielorrusso tem apontado reiteradamente as inconsistências do Ocidente no que respeita à violência, chamando a atenção para os casos de butalidade policial em França ou chegando a oferecer-se como mediador no caso da Polónia, onde algumas das manifestações contra a quase proibição do direito ao aborto foram reprimidas com violência.

A Polónia é, em conjunto com a Lituânia, um dos países mais envolvidos na desestabilização da Bielorrússia e que mais apoio financeiro e organização deram aos protestos da oposição, depois de Lukashenko ter vencido as eleições presidenciais com 80% dos votos.

Alguns meios de comunicação – refere a Prensa Latina – têm também chamado a atenção para a brutalidade com que a Polícia de Intervenção actua na Alemanha, em Espanha ou em França nas manifestações contra as medidas de contenção decretadas no âmbito da pandemia.

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