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Venezuela entrega notas de protesto a diplomatas europeus

Depois de ter declarado persona non grata a embaixadora da UE, o governo da Venezuela entregou notas de protesto aos representantes diplomáticos de França, Alemanha, Países Baixos e Espanha.

A embaixadora da UE em Caracas foi declarada 'persona non grata' e recebeu ordem de expulsão do país sul-americano
A embaixadora da UE em Caracas foi declarada 'persona non grata' e recebeu ordem de expulsão do país sul-americano Créditos / Ministerio del Poder Popular para Relaciones Exteriores

Na sua conta de Twitter, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros referiu que, juntamente com a nota, fez chegar a Constituição da República e a Carta das Nações Unidas aos embaixadores de Alemanha, Espanha, França e Países Baixos, que, afirmou, agiram com má intenção para fomentar novos ataques contra a Venezuela.

Também esta quarta-feira, Arreaza entregou à embaixadora da União Europeia (UE), Isabel Brilhante Pedrosa, uma carta em que o executivo venezuelano a declara persona non grata e lhe dá um prazo de 72 horas para abandonar o país sul-americano, depois de o bloco europeu ter imposto sanções a 19 funcionários venezuelanos, em resposta às eleições legislativas de 6 de Dezembro último, que a UE considerou ilegítimas e sem garantias.

Tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) rejeitaram de forma veemente a medida unilateral e coerciva da UE, que classificaram como intervencionista.

Na terça-feira, a Assembleia Nacional aprovou, por unanimidade, o pedido de declaração da embaixadora da UE como persona non grata e a sua expulsão do país, informa a TeleSur.

«É verdadeiramente inaceitável. Essa ingerência é arrogante, é prepotência», declarou o chefe da diplomacia venezuelana em declarações efectuadas ontem na Casa Amarela, em Caracas, onde se reuniu com a representante diplomática da UE, depois de ter recebido instruções do presidente da República, Nicolás Maduro.

As circunstâncias de agressão não deixam outra alternativa, devido ao «desrespeito pelo direito internacional público, o desrespeito por esta Constituição, cujo artigo primeiro refere que é irrevogavelmente independente e fundamenta o seu património moral nos seus valores de liberdade e igualdade, justiça e paz internacional, e na doutrina do Libertador Simón Bolívar», afirmou Arreaza, citado pela Prensa Latina.

O diplomata explicou que estas medidas são tomadas de acordo com a Convenção de Viena e exortou a UE a fazer uma análise reflexiva e a rever os manuais dos direitos internacionais, bem como as leis e as constituições de outros países, para que assuma um papel de equilíbrio e deixe de ser um apêndice da elite dominante em Washington.

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