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Vigilantes da natureza admitem luta em defesa das carreiras

O Sindicato Nacional da Protecção Civil (SNPC) manifestou o seu «desagrado por mais um "chumbo de olhos fechados" por parte do PS» de iniciativas parlamentares que visavam a defesa da profissão.

Vigilante da Natureza na Arrábida, Setúbal
Vigilante da Natureza na Arrábida, SetúbalCréditosANTÓNIO COTRIM / LUSA

O SNPC entende que está em causa, uma vez mais, o ignorar do «papel activo dos vigilantes da natureza», nomeadamente no que respeita à necessária revisão da carreira.

Assim, em comunicado, a estrutura sindical defende que deveriam ter sido aprovados os projectos de resolução do PCP e do PEV que determinavam a revisão da sua carreira profissional.

Os votos contra do PS contrariam, segundo o sindicato, o que foi dito, em Outubro de 2020, em reunião no Ministério do Ambiente, por João Catarino, Secretário de Estado da Conservação Natureza das Florestas e Ordenamento do Território, que afirmou perante os representantes destes trabalhadores que iria ser apresentada uma proposta de revisão de carreira, o que, até ao momento, não aconteceu.

Os representantes dos vigilantes da natureza recordam ainda que, desde a discussão e votação do Orçamento de Estado para 2021, têm sido «apresentadas várias iniciativas parlamentares que visam a revisão da carreira, novos concursos de admissão, melhores fardamentos e equipamentos de protecção individual», as quais não foram aprovadas, o que só pode ser explicado «por desconhecimento da realidade de mulheres e homens, que todos os dias estão na linha da frente na fiscalização, monitorização e conservação da natureza nos parques naturais e áreas protegidas».

O SNPC admite, em consequência, usar «todas as ferramentas à sua disposição para continuar a luta» para os trabalhadores alcançarem os seus direitos.

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