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Trabalho suplementar na CGD «não é registado nem pago»

O STEC vai manter a greve ao trabalho extraordinário até 14 de Abril, já que, denuncia, «não é registado nem pago», apesar de ser «realizado diariamente de forma massiva por milhares de trabalhadores».

Sede da Caixa Geral de Depósitos 
Sede da Caixa Geral de Depósitos Créditos / tecnoplano.pt

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) volta a renovar a greve às horas extraordinárias pela implementação do controlo do horário através do registo electrónico.

Num comunicado, a organização mais representativa dos trabalhadores do Grupo CGD denuncia que, apesar de o sistema de registo informático estar operacional, a administração insiste na utilização do papel para o registo de ponto nas agências, «não garantindo o reconhecimento de todo o trabalho prestado e contrariando o estabelecido no Acordo de Empresa».

Para o STEC, a manutenção desta «prática irresponsável», traduzida num gasto anual «completamente desnecessário», de milhares e milhares de folhas de papel nas mais de 500 agências, deve-se ao facto de o registo informático facilitar o controlo do trabalho suplementar, «que não é registado nem pago e é realizado diariamente de forma massiva na empresa por milhares de trabalhadores».

Alerta, por outro lado, que esta posição «é completamente contrária» ao que o banco público estipula nos seus relatórios e contas, «quando diz que pretende apoiar a "transição para uma economia de baixo carbono" com a aposta no "verde e no sustentável", bem como na promoção do digital».

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