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Trabalhadores validam acordo com a Super Bock

O acordo será agora assinado entre os sindicatos e a empresa, prevendo «um aumento salarial de 2%, com garantia mínima de 30 euros, 25 dias de férias, e ainda a diminuição do horário de trabalho».

Créditos / CGTP-IN

O processo de negociação desenrolava-se desde o início do ano, com várias reuniões entre as partes, informa, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da agricultura e das indústrias de alimentação, bebidas e tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN). Os sindicatos fizeram «questão de apresentar aos trabalhadores, para validação», as conclusões deste processo.

O aumento salarial de 2%, com garantia mínima de 30 euros; o alargamento do período de férias para os 25 dias e a diminuição do horário de trabalho (assim como a definição de tolerância de ponto no dia 31 de dezembro, como já acontece na véspera de natal), não são isolados das importantes lutas travadas pelos funcionários da Super Bock.

2021 foi um ano de grande contestação na empresa, que, na altura, se tinha recusado a negociar com os trabalhadores e aplicou, unilateralmente, um aumento salarial abaixo da taxa de inflação.

No entender do SINTAB, «este é um acordo que se volta a enquadrar a recuperação de poder de compra dos trabalhadores», reposicionando-se no «espírito de sobreposição à taxa de inflação do ano anterior», mas não pode esquecer o caminho que ainda falta percorrer.

Não foram, «ainda, totalmente repostos os direitos consagrados no Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho, em particular, o valor do trabalho suplementar e, acima de tudo, os créditos de descanso compensatório, perdidos na altura, a pretexto da intervenção da troika». A luta prossegue.

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