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Super Bock: Aumento salarial à revelia da negociação com sindicatos

Foi com «grande surpresa» que os sindicatos tomaram conhecimento da comunicação remetida pela empresa sobre o aumento de 1,5%, «fora do âmbito da negociação» e com informação «grosseiramente deturpada». 

Créditos / CGTP-IN

Os sindicatos que constituem a Comissão Negociadora Sindical (CNS) enviaram, no passado dia 20 de Agosto, um pedido de agendamento de reunião, dando conta da abertura para ajustamento de posições, a que a Super Bock «não deu, até hoje, resposta», lê-se num comunicado enviado ao AbrilAbril

Como tal, refere a nota, a empresa «não pode agora [...] acusar os sindicatos de inviabilizar o acordo quando deram, precisamente, o último passo no sentido positivo». Por outro lado, realça que «não faz qualquer sentido afirmar que a empresa teve uma "evolução muito concreta e significativa das suas posições negociais" quando uma das suas propostas foi "zero"».

A CNS denuncia o que apelida de «estratégia de culpabilização dos sindicatos» e contesta a «atribuição arbitrária» de um aumento salarial de 1,5%, apesar de a empresa, «de forma ardilosa e enganadora, o identificar como equivalente à sua última proposta», a qual, não obstante ter sido rejeitada pelos trabalhadores, avançava com um valor de 25 euros de aumento e 25 dias de férias. 

«Se a Super Bock está assim tão preocupada com os seus trabalhadores, deve promover a valorização salarial condizente com os resultados que, vaidosamente, publicita de forma externa e que lhe tem valido distinções no meio financeiro e comercial», lê-se no comunicado.

A estrutura afirma ainda que, para que os seus trabalhadores a identifiquem como «séria», a empresa «deve responder à proposta de reunião que a CNS lhe endereçou há duas semanas, valorizando a mensagem positiva que esta continha».

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