«[Vamos] apontar para a Páscoa, como sendo um período que obriga a que o aeroporto dê mais respostas, e preparar-nos para termos algum impacto relativamente ao funcionamento dos serviços», disse Paulo Santos, durante uma concentração com polícias à civil no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
O plenário que a ASPP/PSP realizou na Esquadra de Controlo e Fronteira, esta manhã, seguido de concentração no exterior, é o terceiro desde Novembro e acontece após o sindicato ter alertado o Governo para «os graves problemas» e «nada ter sido feito» até agora, disse à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.
A ASPP acrescenta que a iniciativa surge da «necessidade em denunciar a manutenção de todas as anomalias anteriormente identificadas», criticando a «irresponsabilidade e a arrogância» da ANA Aeroportos, bem como o que diz ser o «constante branqueamento da situação por parte do Governo e da Direcção Nacional da PSP».
«Após inúmeras denúncias, alertas e a entrega de um documento exaustivo com propostas concretas, os polícias que prestam serviço na Divisão de Segurança Aeroportuária e na Unidade Nacional de Fronteiras continuam a ser alvo de pressões inaceitáveis, permanecendo sem qualquer reconhecimento ou valorização profissional», acusa a ASPP/PSP.
Da acção de Novembro resultou um documento sobre a situação no controlo de passageiros nas fronteiras aeroportuárias, competência que a PSP herdou há dois anos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que a ASPP/PSP enviou ao Governo, direcção nacional da PSP, Inspeção-Geral da Administração Interna e partidos políticos.
A ASPP/PSP denuncia a «grande revolta» dos polícias no aeroporto de Lisboa, que refutam as críticas de serem responsáveis pelos tempos de espera, e exige que seja atribuído a estes profissionais um suplemento idêntico ao dos ex-inspectores do SEF que estavam no controlo das fronteiras.
Além do plenário anunciado para a Páscoa, a ASPP/PSP vai «convidar os profissionais» a, durante o período festivo, cumprirem «todos os tempos necessários para fiscalizar devidamente um cidadão».
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