A primeira cooperativa de seguros a ser constituída em Portugal, a Mútua dos Pescadores, foi estabelecida em 1942. Desde o início do século XXI, a Mútua começou a promover actividades marítimas, como a «náutica de recreio, marítimo turística, pesca desportiva e mergulho», para além de uma aposta no sector cooperativo e social. A cooperativa, com cerca de 13 mil associados obteve, em 2023, 450 mil euros de lucro líquido.
Estes números são relevantes quando comparados com os magros aumentos propostos pelo patronato de empresas como a EDP (com lucros anuais de milhares de milhões) ou a MEO/Altice (que propõe um aumento de 20 cêntimos no subsídio de alimentação). Em negociações com o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa/CGTP-IN), a Mútua dos Pescadores e a Ponto Seguro (mediadora de seguros criada em 1982, com participação qualificada da Mútua dos Pescadores), foram acordados aumentos de 3,5 a 7,14% (com mínimo de 75 euros) em 2026.
O salário mínimo nestas instituições fixa-se agora em 1125 euros, com valores a ultrapassar os 3 500 euros no topo da carreira. Também o subsídio de alimentação (chegando agora aos 15 euros diários) e o subsídio de parentalidade (180 euros para crianças até aos 18 anos, 200 dos 19 aos 25; com acréscimo cumulativo de 200 para crianças com necessidades especiais) foram alvo de aumentos.
Os trabalhadores da Mútua dos Pescadores e da Ponto Seguro passam ainda a ter «o direito a 100% do valor capitalizado das entregas anuais das empresas para o PIR», o Plano Individual de Reforma. Outras cláusulas de expressão pecuniária, como despesas de serviço em Portugal ou no estrangeiro, vão ser actualizadas em 3,5% para o ano de 2026.
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