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Trabalhadores dos call centers em luta contra a precariedade

Os trabalhadores da Adecco, Kelly Service, Manpower, Vertente Humana, Randstad, Grupo Egor e Talenter estão hoje em greve. Centenas concentraram-se em Lisboa, na sede da PT-MEO, em luta contra a precariedade.

Trabalhadores dos call centers concentrados à porta da sede da PT-MEO, Lisboa, 30 de Junho
Trabalhadores dos call centers concentrados à porta da sede da PT-MEO, Lisboa, 30 de JunhoCréditos / União dos Sindicatos de Lisboa

A acção nacional dos trabalhadores dos call centers, promovida por sindicatos da CGTP-IN, decorre hoje com uma greve de 24 horas e com uma concentração que contou com centenas de profissionais à porta da sede da PT-MEO, em Lisboa, onde apresentaram as suas reivindicações.

Os trabalhadores estão em luta pela sua admissão nas empresas em que prestam efectivamente serviço, defendendo que a cada posto de trabalho permanente corresponda um vínculo efectivo. Afirmam que são necessários todos os dias, pelo que não faz sentido serem contratados por empresas de trabalho temporário.

Os manifestantes queixam-se que há muito que dão a cara, voz e o nome, alguns há mais de uma década, às várias empresas, seja a PT-MEO ou outras operadoras de comunicações. Utilizam ferramentas de trabalho destas empresas e partilham as mesmas instalações que os seus efectivos. No entanto, continuam a ser contratados por empresas de trabalho temporário e a ser mal remunerados, ao mesmo tempo que a empresa utilizadora paga às prestadoras de serviços valores avultados por cada trabalhador.

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