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Trabalhadores da EGOR no call center da MEO cumprem greve em Maio

Os trabalhadores da EGOR a laborar no call center da MEO Altice, no Porto, decidiram avançar com uma greve intermitente para todo o mês de Maio, por aumentos salariais e o fim da precariedade.

Concentração de trabalhadores de call center em Santo Tirso
Concentração de trabalhadores de call center em Santo TirsoCréditos / Sinttav

O pré-aviso foi entregue pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav/CGTP-IN), dando continuidade à luta travada pelos trabalhadores no call center da Meo Altice, em Santo Tirso, que estiveram em greve a 19 de Março.

Em comunicado, o Sinttav afirma que mais de um centena de trabalhadores da EGOR decidiram, em plenário, avançar para uma segunda paralisação, na sequência do insucesso da reunião com a EGOR, na qual «ficou bem patente a intransigência da empresa em aceitar assumir compromissos concretos».

Entre as reivindicações, os trabalhadores exigem aumentos salariais «compatíveis com o nível elevado de responsabilidades exigidas nas suas funções», o fim dos horários desregulados, assim como o fim da precariedade e a respectiva integração nos quadros da Meo, empresa que representam diariamente.

No documento, o Sinttav explica que os trabalhadores da EGOR optaram desta vez por uma «greve intermitente» que abrange todo o mês de Maio, ficando à escolha dos mesmos optar pelo dia e um dos três períodos de 1h30 para o protesto: das 11h às 12h30; das 15 às 16h30; das 19h30 às 21h.

No comunicado, o sindicato denuncia ainda a existência de um «cartel» entre as de empresas de trabalho temporário para «fixar como regra o pagamento do salário mínimo nacional», enquanto estas facturam «milhões de lucros à conta da exploração de mão-de-obra altamente qualificada» de mihares de trabalhadores, «muitos deles jovens licenciados».

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