«A pressa em dar resposta ao patronato é tanta que nem aguardaram pelos 30 dias obrigatórios de discussão pública do documento», critica um comunicado da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP-IN), em reacção ao agendamento do debate do pacote laboral na generalidade, que vai contar com o protesto dos trabalhadores à porta da Assembleia da República, durante a tarde de amanhã.
A iniciativa foi convocada pela Intersindical, depois de mais uma greve geral (3 de Junho) contra as propostas do Governo de Montenegro e das confederações patronais, a fim de exigir aos partidos com assento parlamentar que «respeitem a vontade dos trabalhadores bem expressa na luta desenvolvida», nas ruas e nas mais de 190 mil assinaturas entregues ao primeiro-ministro, e que rejeitem o pacote laboral. Rejeição, que, tal como referiu a CGTP-IN aquando da convocatória, deve ser «inequívoca», com voto contra, e que as forças políticas que optarem pela abstenção «serão responsabilizadas pelos trabalhadores».
A União dos Sindicatos do Algarve frisa que, para o País avançar e se desenvolver, é necessária uma política que valorize o trabalho. Entre as reivindicações, a estrutura sindical aponta para a necessidade de aumentar salários e pensões, acabar com a precariedade, sobretudo nos jovens, regular horários, consagrar a contratação colectiva e o princípio mais favorável ao trabalhador, e respeitar os direitos da parentalidade. Entretanto, insiste no alerta de que os trabalhadores «não aceitam este retrocesso civilizacional».
Segundo anunciou hoje a CGTP-IN, a concentração desta quinta-feira contará com intervenções sectoriais e terminará com a intervenção do seu secretário-geral, Tiago Oliveira.
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