Conduta da PT Portugal «gera riscos psicossociais para os trabalhadores»

Trabalhadores da PT/MEO rejeitam ser transferidos

Os trabalhadores da PT/MEO, que ontem estiveram concentrados junto à sede, nas Picoas, em Lisboa, rejeitam a transferência para empresas fora do grupo PT Portugal.

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Nos últimos meses têm sido várias as concentrações de dirigentes e activistas da PT/MEO em protesto contra a transferência de trabalhadores da PT para empresas do grupo Altice
Nos últimos meses têm sido várias as concentrações de dirigentes e activistas da PT/MEO em protesto contra a transferência de trabalhadores da PT para empresas do grupo AlticeCréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

Num comunicado, as Estruturas de Representação Colectiva dos Trabalhadores (ERCT) elencam o conjunto de problemas «que têm que ser enfrentados».

À cabeça, está a reversão do processo de transmissão dos trabalhadores para empresas do grupo Altice. Não menos importantes, surgem também as situações de trabalhadores que estão a exercer funções inferiores às do seu grupo profissional, o assédio moral «a que muitos trabalhadores estão a ser sujeitos» e, naturalmente, o futuro da empresa e do seu pessoal.  

«Apesar de muito já ter sido feito (com várias iniciativas ao longo de mais de 90 dias), conclui-se que a acção e a luta não podem parar e têm que continuar a ser utilizadas todas as formas de acção para manter viva a revolta dos trabalhadores, através da exigência para que o Governo e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) tomem posições firmes e duras contra a gestão da Altice», lê-se na nota.

As ERCT dizem, inclusive, que a Altice «desrespeita a dignidade» dos trababalhadores. Recorde-se que, num relatório da ACT, cujas conclusões foram analisadas no final de Agosto, lê-se que a conduta da PT Portugal «gera riscos psicossociais para os trabalhadores resultantes das exigências contraditórias; da falta de participação dos trabalhadores na tomada de decisão; da falta de clareza na definição de funções; da má gestão de mudanças organizacionais e insegurança laboral».

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