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Trabalhadora recusa despedimento ilegal e sofre repressão

Uma vez que recusou aceitar a rescisão de contrato imposta pela Cofidis, a trabalhadora está há vários dias numa sala, sozinha, sem trabalho atribuído.

A Cofidis decidiu impor a rescisão de contrato a seis trabalhadores efectivos, mas uma trabalhadora, com 17 anos de casa, não aceitou.

Em declarações ao AbrilAbril, Rute Santos, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (Sintaf/CGTP-IN), denuncia que se trata de uma «ilegalidade» tentar uma «rescisão por mútuo acordo» onde não existe acordo entre ambas as partes.

«Esta trabalhadora está a resistir e está a sofrer um autêntico assédio moral, ao ser colocada numa sala sozinha, sem computador, sem trabalho, numa tentativa de a desmoralizar», disse a dirigente.

Uma vez que a trabalhadora não aceitou a rescisão, foi agora notificada de despedimento por extinção do posto de trabalho, o que, segundo o sindicato, é mais uma forma de tentar chegar ao objectivo de reduzir o pessoal. «Não há redução do trabalho, nada justifica que se despeçam trabalhadores e se sobrecarreguem os restantes», afirmou Rute Santos.

De resto, o ambiente que se vive na empresa é de grande solidariedade para com esta trabalhadora, uma vez que os vários colegas estão «revoltados» com esta situação.

A trabalhadora tem-se apresentado no seu local de trabalho acompanhada de um dirigente sindical. O sindicato, por sua vez, afirma que não irá desmobilizar enquanto não for travada esta situação «ilegal e vergonhosa».

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