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Técnicos de diagnóstico e terapêutica marcam greve para exigir «negociação séria»

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica regressam esta quarta-feira aos protestos com uma série de greves intercaladas, até ao fim do mês, face à intransigência do Governo nas negociações.

Foto de arquivo: manifestação dos técnicos de diagnóstico e terapêutica
Foto de arquivo: manifestação dos técnicos de diagnóstico e terapêuticaCréditosANDRE KOSTERS / LUSA

Os protestos arrancam à meia-noite de quarta-feira com uma «paralisação total do trabalho» até à mesma hora de quinta-feira, sendo assegurados «apenas os serviços mínimos previstos na lei», afirma o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica (STSS/CGTP-IN).

«O Governo continua sem deixar outra alternativa aos sindicatos e aos TSDT. Marca uma reunião só para o dia 10 de Dezembro, sem apresentar, até ao momento, novas propostas negociais, insinuando também a pretensão de encerrar as negociações», afirmou o presidente do sindicato, Luís Dupont.

Em causa está a intenção do Governo de encerrar o processo negocial de forma unilateral, sem acordo com os sindicatos, uma posição que os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) consideram «inaceitável». As negociações já foram iniciadas há mais de um ano.

Por esta razões, o presidente do STSS afirma que os profissionais têm de «continuar a lutar e a exigir uma negociação séria, com apresentação de novas propostas que reponham justiça e igualdade no enquadramento salarial e transições para as novas carreiras».

A paralisação é acompanhada, na quarta-feira, com concentrações em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e junto à estátua de João Gonçalves Zarco, no Funchal. Na quinta-feira, estão marcadas concentrações no Porto e em Coimbra. Após estas datas, a greve decorrerá em dias intercalados até ao final do mês (11, 12, 14, 18, 19, 21, 26, 27, 28 e 31 de Dezembro).

Os profissionais de saúde vão ainda manifestar «o seu repúdio» pelas afirmações recentes da ministra da Saúde, Marta Temido, «em nome do Governo, de que as propostas com as respostas às pretensões destes profissionais não podem pôr em causa a sustentabilidade do SNS».

O sindicato afirma que «quem põe em causa a sustentabilidade do SNS» não são os trabalhadores, que apenas exigem «igualdade e equidade de tratamento na revisão e regulamentação» das carreiras.

Os profissionais exigem que o Governo aceite as propostas dos sindicatos de tabela salarial, que concorde com as regras de transição propostas, que seja incluída a colocação dos trabalhadores nas três novas categorias da carreira revista e o «correto descongelamento das progressões», independentemente do vínculo laboral.

Os TSDT são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre outras, num total de cerca de dez mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde.

Com agência Lusa

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