Em comunicado, a organização do PCP da Cidade de Lisboa denuncia aquilo que considera ser um «atentando contra o princípio da liberdade de expressão, acção e propaganda política, direitos fundamentais consagrados pela Constituição», considerando que estes actos da CML intensificam «o ataque que já vem desenvolvendo contra estes direitos democráticos fundamentais».
Uma situação que não é nova, conforme afirma o PCP, ao recordar, «por exemplo, as remoções de propaganda política no Marquês de Pombal, na Alameda Dom Afonso Henriques e no Prior Velho, a última classificada pela Comissão Nacional de Eleições «como um ataque ao direito de liberdade de expressão».
No comunicado, os comunistas dão conta de que decorre «um processo judicial para repor a legalidade em relação à remoção de propaganda no âmbito de uma providência cautelar apresentada pelo PCP», para além de «uma acção administrativa comum para decretar a ilegalidade de remoção de propaganda política».
Entretanto, o PCP, por um lado, sublinha a contradição de Carlos Moedas quando diz querer «limpar a poluição visual», mas não vê problema na «poluição visual causada pelo lixo que se acumula na cidade, nos prédios municipais devolutos ou degradados, ou nos espaços verdes». Por outro lado, chama a atenção para a abundância de estruturas publicitárias de empresas privadas na cidade, «cuja ocupação abusiva do espaço público com objectivos comerciais parece não incomodar a gestão de Moedas», ao contrário do que acontece «com a propaganda política e com a diferença de opinião», ao mesmo tempo que «multiplica os meios de divulgação das suas posições».
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