|grande distribuição

Sonae continua a adiar reunião com os trabalhadores

A empresa tem-se recusado a negociar a revisão do contrato colectivo de trabalho (CCT), o que implica a manutenção dos baixos salários.

Paulo de Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Sonae
Paulo de Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Sonae CréditosJosé Coelho / LUSA

Os trabalhadores do grupo Sonae deram a conhecer o seu caderno reivindicativo à administração da empresa e esperavam uma resposta no início de Dezembro. No entanto, a Sonae, que preside à Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), voltou a adiar a reunião, desta vez para o início de Janeiro, informou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) em nota à imprensa.

A empresa tem-se recusado a negociar a revisão do CCT, apesar dos seus «lucros de muitos milhões de euros», denuncia o CESP, acrescentando que mesmo os trabalhadores especializados com dez a 30 anos de antiguidade auferem salários «baixíssimos», estando ao nível do salário mínimo nacional (SMN).

O sindicato refere ainda que esta foi a primeira empresa do País a afirmar que perante o aumento do SMN teria de rever a «produtividade», o que para os trabalhadores significa «um claro anúncio de aumento da exploração».

A estrutura sindical exige o fim da precariedade, o aumento de 90 euros para todos os trabalhadores, o fim dos horários desregulados e do «banco de horas» e o encerramento dos hipermercados aos domingos e feriados.

Tópico