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Greve geral na distribuição assinala 1.º de Maio

Neste Dia do Trabalhador, os trabalhadores de todas as empresas de distribuição cumprem greve, em defesa do direito ao feriado, como ainda o aumento dos salários e o fim da precariedade.

Concentração de trabalhadores da Auchan junto à sede
Concentração de trabalhadores da Auchan junto à sedeCréditos / CESP

Depois da quinzena de luta, marcada por várias greves e acções de denúncia nas empresas da grande distribuição, os trabalhadores do sector comemoram este 1.º de Maio com uma grande acção de protesto em defesa das suas reivindicações e direitos, incluindo pelo gozo deste destacado feriado.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) emitiu um pré-aviso de greve para o dia de hoje, para todos os trabalhadores, e apela à participação nas manifestações da CGTP-IN por todo o País.

Na base do conflicto  está a falta de resposta das empresas de distribuição ao caderno reivindicativo, a quem os trabalhadores apontam estar a ser boicotado pelas empresas num «empurra com a barriga» há cerca de dois anos.

Entre as reivindicações, os trabalhadores exigem o aumento dos salários a todos, o fim da precariedade, das pressões e repressões, horários dignos e regulados, permitindo a conciliação da vida profissional com a pessoal e familiar, além do encerramento do comércio no 1º de Maio.

Os trabalhadores reivindicam ainda a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja, com a respetiva equiparação salarial, além do fim da tabela B, que prevê menos 40 euros de salário em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal.

Os patrões, representados pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), apesar dos elevados lucros, insistem na redução do valor pago pelo trabalho suplementar e em dia de feriado. Outra exigência patronal a troco dos aumentos é a introdução do banco de horas no CCT, dando força à crescente desregulação de horários.

Com agência Lusa

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