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Sindicato avança com processo contra despedimento colectivo da Altice

O SINTTAV entregou no Tribunal do Trabalho de Lisboa o processo de impugnação do despedimento colectivo de 13 trabalhadores da Altice que não aceitam a decisão da empresa.

Representantes dos sindicatos que compõem a Frente Sindical (SINTTAV, STPT; SNTCT, STT; Federação dos Engenheiros e SINQUADROS) e da comissão de trabalhadores da MEO concentraram-se em frente à sede da Altice Portugal, em Lisboa, a 25 de Junho de 2021, unidos contra o despedimento colectivo de cerca de 300 trabalhadores anunciado pela administração do grupo
Representantes dos sindicatos que compõem a Frente Sindical e da comissão de trabalhadores da MEO concentraram-se frente à sede da Altice Portugal, em Lisboa, a 25 de Junho de 2021, contra o despedimento colectivo de cerca de 200 trabalhadores anunciado pela administração CréditosRodrigo Antunes / LUSA

Numa nota, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV/CGTP-IN) anunciou ontem que «tem 13 associados […] que não aceitaram o despedimento colectivo, mesmo com a "cenoura envenenada" que a gestão da Altice Portugal lhes apresentou».

Assim, «o processo foi devidamente organizado, o que levou o seu tempo, tendo dado entrada no Tribunal do Trabalho de Lisboa [na quarta-feira] e estando já distribuído ao respetivo juiz», acrescenta a organização sindical.

Acusando a Altice Portugal de ter procedido ao «mais bárbaro, desumano, injustificado, desnecessário e ilegal» processo de despedimento colectivo, o SINTTAV condena a empresa por «não olhar a meios para atingir os seus fins», com recurso «sistemático e constantemente» à «pressão junto dos trabalhadores».

Mesmo nestas circunstâncias, «houve um conjunto de trabalhadores que resistiram a tudo e não aceitaram» o despedimento colectivo, mas, como a empresa não assumiu a sua reintegração, o sindicato teve de «utilizar a última alternativa que lhe restava, a via judicial».

Neste contexto, o SINTTAV manifesta a expectativa de que o resultado do processo seja favorável aos trabalhadores e afirma: «seja qual for o desfecho deste processo, o que fica para a história, que devia [fazer] "corar de vergonha" a gestão da Altice Portugal, é que esta gente cometeu a atitude mais "vil e repugnante" passada no sector das Telecomunicações ao longo de toda a sua existência».

A Altice procedeu ao despedimento colectivo de cerca de 200 trabalhadores em 2021, o que levou a várias acções de luta e protesto dos trabalhadores na segunda metade do ano passado. Após a consumação do despedimento, algumas dezenas de trabalhadores optaram por impugná-lo, uma vez que o consideram injustificado.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN) também tem estado a preparar um processo de impugnação do despedimento de um dos seus associados que trabalhava na Altice. Vítor Narciso, coordenador do SNTCT, disse à agência Lusa que o processo vai dar entrada no tribunal no início de Fevereiro.

Por seu lado, o Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT) fez entrar nos tribunais, no final de Dezembro, quatro processos de impugnação do despedimento colectivo e tem mais seis em preparação, informa a Lusa.

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