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REN descarrega nos trabalhadores custos do surto epidémico

A empresa quer fazer recair sobre os trabalhadores as despesas com materiais de desinfecção e protecção. Entretanto, distribui pelos accionistas milhões de euros de dividendos.

CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

A administração da REN apresentou aos representantes dos trabalhadores uma alteração da sua proposta de aumento da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária de 0,5% para 0,6 %, o que representa uma proposta de um aumento entre seis euros para os salários mais baixos e 25 euros para os mais altos. 

Em comunicado, a comissão negociadora sindical (CNS) da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) considera este aumento «irrisório».

Segundo a estrutura sindical, a administração baseia-se num discurso «miserabilista» e «catastrófico» quanto ao futuro, tentando justificar esta posição com os gastos que foram efectuados em materiais de desinfecção e protecção derivados da crise sanitária, descarregando desta forma os «custos» do surto epidémico sobre os salários dos trabalhadores.

«Curiosa e lamentável a conversa de quem na semana passada, quando distribuíram os dividendos aos accionistas não falou de crise nem de futuros negros, nem procurou poupar para essas eventualidades», pode ler-se na nota.

A CNS/Fiequimetal «repudiou» esta posição da administração e lembrou que só com aumentos substanciais de salários se pode evitar a crise, pois estes servirão para reactivar a economia através do aumento do consumo interno. 

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