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Negociações por videoconferência canceladas na REN e EDP

As medidas sanitárias de contenção da Covid-19 «não servem de desculpa» para cancelar videoconferências e protelar negociações com os trabalhadores, afirma a Fiequimetal.

Os fornecedores de electricidade vão ter que disponibilizar preços regulados, caso contrário os contratos podem ser rescindidos sem custos. Foto de arquivo.
Créditos / Rock-cafe

A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) denuncia a situação, lembrando que as reuniões visam dar resposta à «cada vez mais necessária a valorização dos salários e dos trabalhadores».

A estrutura sindical critica a posição da administração da EDP e sublinha que esta é subscritora autónoma de um acordo colectivo de trabalho, pelo que a negociação não pode ser condicionada por eventuais impedimentos de outras estruturas.

«Depois da reunião de dia 11, houve uma promessa de tentar reunir por videoconferência, mas não foi possível concretizar essa solução. Com a justificação de que algumas estruturas não estariam equipadas [...], a administração adiou a reunião, sem marcar outra data», pode ler-se em nota divulgada.

Também a administração da REN cancelou a sessão negocial desta semana, que se realizaria por videoconferência, e adiou-a para dia 26.

Em comunicado distribuído aos trabalhadores, a Fiequimetal sublinha que as medidas extraordinárias que forem agora tomadas, em função do surto de Covid-19, têm de ser temporárias e deverão terminar logo que reposta a normalidade.

A estrutura sindical reafirmou ainda a disponibilidade dos sindicatos filiados de receber qualquer «denúncia» de pressões ou ataques aos direitos por parte das administrações das empresas.

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