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REN nega aumentos salariais dignos

A Fiequimetal não aceita que a administração da REN tenha dado por encerradas as negociações salariais e considera que a actualização aplicada por acto de gestão é «vergonhosa».

Torre de alta tensão. Foto de arquivo.
Torre de alta tensão. Foto de arquivo. Créditos / Rock-cafe

Num comunicado aos trabalhadores das empresas do grupo REN, a comissão negociadora sindical liderada pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Elétricas (Fiequimetal/CGTP-IN) informa que, na última reunião plenária, apresentou uma alteração à sua proposta inicial, procurando alcançar um acordo para a tabela salarial de 2021 que permitisse uma real valorização dos salários.

No entanto, os representantes da administração, nas reuniões bilaterais que houve de seguida, não apresentaram mais do que 0,5% de actualização, com um aumento mínimo de apenas 16 euros.

A comissão negociadora afirma, assim, que este acto de gestão não representa um aumento salarial, porque «fica longe de repor os ganhos de produtividade e parte dos lucros», numa empresa que teve resultados positivos de 109,2 milhões de euros.

«É inaceitável que a administração pretenda despender, com as actualizações dos salários, apenas cerca de 250 mil euros e, ao mesmo tempo, queira iludir os trabalhadores com 200 mil euros em prémios», pode ler-se na nota.

Os sindicatos da Fiequimetal consideram este valor insuficiente e propuseram um aumento mínimo de 25 euros para cada trabalhador e o acréscimo das férias em mais um dia.

No documento, a estrutura sindical lembra ainda que, em 2020, o total das despesas da REN com os salários dos trabalhadores foi de um pouco menos de seis milhões de euros, enquanto aos accionistas foram distribuídos, sob a forma de dividendos, mais de 114 milhões, ou seja, 19 vezes mais.

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