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Condições para aumentos salariais na REN

A empresa, que se propõe pagar aos seus accionistas mais dividendos do os que lucros obtidos no ano anterior, não pode continuar em silêncio sobre o aumento dos seus trabalhadores, afirma a Fiequimetal.

CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

A administração da REN vai propor a distribuição de mais de 114 milhões de euros em dividendos, depois de ter anunciado em 18 de Março passado, 109,2 milhões de euros de lucros.

Entretanto, segundo a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN), continua a manter silêncio sobre a proposta de aumento salarial entregue pela federação sindical em 21 de Janeiro deste ano, encontrando-se largamente ultrapassado o prazo legal para fazê-lo (30 dias).

A federação sindical interroga-se, em comunicado, sobre se a administração da REN estará à espera do resultado das negociações entre os sindicatos e a EDP, que se encontram em curso, quando o ano passado a empresa não acompanhou os aumentos nessa eléctrica nacional, a pretexto de que «são duas empresas diferentes que nada têm a ver uma com a outra».

Os trabalhadores da REN merecem ser reconhecidos por manterem a empresa a funcionar durante a pandemia, afirma a Fiequimetal, sublinhando que «muitos deles sem nunca terem estado em teletrabalho e tendo inclusive melhorado o índice de qualidade de serviço».

Rejeitando recompensas que não sejam mais do que «palmadinhas nas costas», a Fiequimetal pede aos trabalhadores da REN para se manterem atentos e mobilizados para o processo negocial, do qual promete dar conhecimento constante aos trabalhadores.

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