|Despedimentos

Recheio da Azincon vendido e trabalhadores sem indemnizações

Máquinas, mobiliário e um armazém foram vendidos ao filho da proprietária. 133 trabalhadores ficaram sem salários e sem indemnizações.

As trabalhadoras da Toque Latino decidiram cumprir o seu horário à porta da empresa
Créditos / youtube

Segundo noticiou o Jornal de Notícias, a Azincon, mais conhecida por «Fábrica das Camisas», não tem património porque, entre 2014 e 2018, a empresa que agora pede insolvência, situada na zona industrial da Varziela, em Vila do Conde, vendeu tudo ao filho da proprietária, a quem, desde então, pagava aluguer. Bruno Pontes era funcionário da fábrica e agora requereu fundo de desemprego. 

O administrador da insolvência quis saber por quanto foram vendidos os bens mas «não há recibos de nada», explicou Madalena Sá, dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e Artigos Têxteis (SINPICVAT/CGTP-IN), que vai alegar «insolvência danosa». O mesmo aconteceu, entre 2018 e 2020, com três carrinhas e um armazém.

Os trabalhadores afirmam que nunca houve salários em atraso e que sempre houve muito trabalho». A fábrica produzia duas a três mil camisas por dia para a Zara. A situação alterou-se no mês de Julho, quando os trabalhadores foram para casa após alguns casos de Covid-19, e dia 10 de Agosto foram despedidas por carta.

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