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Quatro semanas de luta pela valorização do trabalho

A Intersindical decidiu intensificar a acção reivindicativa nos locais de trabalho, promovendo uma jornada de luta nacional, entre 21 de Junho e 15 de Julho, que envolverá milhares de trabalhadores.

CréditosManuel de Almeida / Agência Lusa

Tendo em conta «a fortíssima dinâmica reivindicativa» que está a acontecer em muitos sectores de actividade, a CGTP-IN e as suas estruturas sindicais anunciaram hoje, em comunicado, que a luta se vai intensificar ainda mais durante as próximas quatro semanas, com a realização de greves, paralisações, plenários e acções de rua, em todos os sectores e em todo o País.

Em declarações à Lusa, a secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, estimou que participem na jornada de luta «milhares de trabalhadores, de centenas de empresas e locais de trabalho».

Esta jornada de acção e luta foi decidida pela Comissão Executiva da Intersindical na sequência das posições assumidas pelas suas estruturas nas reuniões do Conselho Nacional e do Plenário de Sindicatos, que se realizaram em Maio.

Nas duas reuniões foi salientado o facto de os trabalhadores estarem dispostos «a mostrar a sua indignação pela falta de resposta às suas reivindicações», disse Isabel Camarinha.

A jornada tem como lema «Pelo aumento geral dos salários, pelo emprego com direitos, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral» e reivindicará também o desbloqueio da contratação colectiva, a regulação e redução dos horários de trabalho e melhores carreiras.

«Não colocamos nada de novo, em termos de reivindicações, mas colocamos a acção nas empresas e locais de trabalho, porque os trabalhadores estão indignados por verem os seus salários serem engolidos pelo salário mínimo, devido a anos consecutivos sem aumentos, por não terem qualquer valorização das carreiras», explicou a líder da Inter.

Segundo a sindicalista, a CGTP-IN «pretende puxar por isto, porque a política que fomenta o modelo de baixos salários e precariedade, que agrava as condições de vida dos trabalhadores e põe em causa o desenvolvimento do País, tem de acabar».

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