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Greve de enfermeiros a 100% em vários hospitais

A greve nacional de enfermeiros contra o «protelamento da decisão» do Ministério da Saúde, em várias matérias, está a registar níveis elevados de adesão em vários hospitais do país, esta sexta-feira. 

O Sindicato Enfermeiros Portugueses convocou hoje uma concentração para frente à residência oficial do primeiro-ministro para exigir a paridade da carreira de enfermagem com a carreira técnica superior da administração pública, medidas que acabem com a discriminação dos enfermeiros e o fim da precariedade. 6 de Dezembro de 2023
CréditosRodrigo Antunes / Agência Lusa

Num primeiro balanço do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), que convocou a paralisação, às 10h45 registavam-se adesões de 100% em vários serviços e hospitais, como na Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões, onde encerrou a cirurgia de ambulatório dos hospitais de Viseu e Tondela e a unidade de AVC, onde foram assegurados os serviços mínimos.

A adesão à greve foi de 100% no bloco de partos do Hospital do Barreiro e nos blocos operatórios dos hospitais de Setúbal e Garcia de Orta, em Almada. Noutros estabelecimentos, a adesão manteve-se igualmente elevada. No Hospital de Abrantes, 92 dos 103 enfermeiros escalados aderiram à greve (89%), enquanto em Tomar a adesão foi de 76% (62 em 82).

No Hospital Dona Estefânia e no Hospital de São José, ambos em Lisboa, a paralisação atingiu 90,83%, com 109 enfermeiros em greve em cada unidade.

Já no Hospital de Lagos, a adesão situou-se nos 83,33% (20 em 24), enquanto no Fundão atingiu 81,82% (9 em 11). No hospital da Covilhã, a adesão foi de 68% (68 em 10), em Castelo Branco de 60,84% (87 em 143)) e em Faro de 63% (128 em 203).

Numa actualização enviada às redacções pelas 12h20, o SEP confirma uma adesão de 100% nos hospitais Rovisco Pais (Cantanhede), do Outão (Setúbal) e de Peniche, de 90% no Hospital da Figueira da Foz e de 83,33% na Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra). 

O SEP afirma que o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de fazer o levantamento de todas as situações que decorrem da contabilização dos pontos até ao final de Fevereiro, mas não cumpriu e mantém «a discriminação dos enfermeiros relativamente a outros grupos profissionais».

Entre as reivindicações dos enfermeiros, estão a resolução de todas as situações que decorrem da contabilização dos pontos, incluindo o pagamento dos retroactivos, e a admissão de mais enfermeiros, alertando que «os constrangimentos impostos pelo Governo vão ter consequências na segurança dos utentes, doentes e profissionais».

Exigem também a contagem de tempo de serviço prestado em vínculo precário e «a transição para a categoria de Enfermeiro Especialista de todos os titulados que o eram em 2019 e, de forma discriminatória, uns transitaram e outros não».

A abertura de concursos de acesso às categorias de Enfermeiro Especialista, de Enfermeiro Gestor e em lugares de Direcção e a negociação de um sistema de Avaliação do Desempenho adequado às especificidades da profissão de enfermagem, direccionado para a prática dos cuidados e sem quotas, são outras reivindicações destes profissionais. 

Com agência Lusa

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