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Proposta de aumentos salariais na Autoeuropa

A administração da Autoeuropa propôs um aumento salarial aos trabalhadores. Fiequimetal diz que os trabalhadores devem ser ouvidos em plenário sobre a insuficiente resposta patronal.

Trabalhadores da Autoeuropa concentrados à entrada da fábrica de automóveis durante a greve contra o trabalho obrigatório ao sábado, em Palmela, 30 de Agosto de 2017.
Trabalhadores da Autoeuropa concentrados à entrada da fábrica de automóveis durante a greve contra o trabalho obrigatório ao sábado, em Palmela, 30 de Agosto de 2017.CréditosRui Minderico / Agência Lusa

Após as greves de dia 17 e 18 de Novembro, cujos dados de adesão rondavam os 75% e os quais a administração da Autoeuropa decidiu desvalorizar, ocultando paragens na produção, há novos desenvolvimentos. De acordo com o SITE Sul, sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN,  a administração da Autoeuropa, em negociação, propôs um aumento salarial aos trabalhadores que não vai ao encontro do reivindicado.

O aumento proposto está a ser vendido pela administração como sendo de 5,2% em Dezembro, sendo no entanto apenas de 3,2%, uma vez que 2% estava já previsto para Janeiro de 2023. Para a Comissão Sindical do SITE Sul na Autoeuropa a táctica da administração passa por aumentar os salários o suficiente de forma a garantir o acesso aos apoios anunciados pelo Governo em sede de IRC.

Apesar desta análise, o sindicato da CGTP-IN considera que os trabalhadores têm que discutir sobre os passos a dar ao invés de aceitar de imediato a proposta do patronato. Assim, o SITE entende que devem ser marcados plenários para os trabalhadores se pronunciarem. Em comunicado é relembrado que a resposta da administração é insuficiente, sendo inferior à reivindicação apresentada em 21 de Outubro. 

Tal como o AbrilAbril tinha noticiado, a administração da Autoeuropa, antes das greves, enviou um comunicado a cada um dos trabalhadores, dando conta da sua disponibilidade para voltar a reunir com a Comissão de Trabalhadores, no final do mês de Novembro. Como contrapartida para essa eventual reunião, em que os patrões não assumiram qualquer compromisso para além de se sentarem à mesa, os trabalhadores só teriam de abdicar da greve.

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