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Precariedade leva trabalhadores das Minas da Panasqueira à ACT

Os trabalhadores das Minas da Panasqueira vão concentrar-se junto à ACT, na Covilhã, para denunciar a falta de higiene e segurança, e exigir melhores condições de trabalho.

Instalações das Minas da Panasqueira na Barroca Grande
Instalações das Minas da Panasqueira na Barroca GrandeCréditosAntónio José / Agência LUSA

Será no próximo dia 11h, pelas 14h30, que uma delegação de trabalhadores das Minas da Panasqueira vai concentrar-se junto às instalações da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), na Covilhã, distrito de Castelo Branco, com o objectivo de alertar para a degradação das condições de trabalho.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM/CGTP-IN) afirma tratar-se de uma «situação gritante» e «inaceitável», sobretudo em tempos de pandemia. A estrutura sindical denuncia, através de comunicado, que as condições de trabalho nas minas, cuja exploração está concessionada à empresa Beralt Tin and Wolfram Portugal, do grupo canadiano Almonty, «degradam-se a cada dia que passa». 

Além de as máscaras de protecção individual não serem distribuídas à entrada da mina, e estarem «no gabinete do chefe», os trabalhadores criticam a falta de água para a lavagem das mãos e de água potável para consumo, mas também a ausência de álcool-gel nos locais de trabalho e a falta de desinfecção de máquinas, equipamentos e instalações, designadamente do balneário.

O sindicato regista que têm sido colocadas à ACT outras violações em matéria de segurança e saúde no trabalho, mas «sem que esta se digne sequer responder».

A falta de higiene nos locais para toma das refeições e a falta de ventilação na mina são, a par da iluminação deficiente, outras críticas apontadas pelo STIM.

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