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Bons resultados não se traduzem em aumentos dignos na Panasqueira

As previsões continuam a ser favoráveis para o ano corrente, apesar do surto epidémico, mas esse facto não leva a que aqueles que criam a riqueza vejam os seus salários valorizados.

Foto de Arquivo: Minas de Aljustrel
Foto de Arquivo: Minas de AljustrelCréditos / dinheiro vivo

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM/CGTP-IN) convocou uma greve de três horas por dia entre 15 e 20 de Junho, defendendo que a Beralt Tin & Wolfram (Portugal), concessionária das minas da Panasqueira, tem todas as condições para satisfazer as reivindicações de aumentos salariais dos trabalhadores.

Em nota divulgada, o STIM assinala que o grupo Almonty, do qual a Beralt Tin & Wolfram (Portugal) faz parte, obteve no ano de 2019 resultados positivos superiores a 16,4 milhões dólares.

Estes resultados foram valorizados há poucos dias pelo director executivo da multinacional, que, apesar da pandemia, previu para 2020 «consolidar e solidificar por gerações a posição [da Almonty] como o maior produtor de tungsténio do mundo livre».

Em contraste, a empresa tornou ainda mais limitada a proposta «ridícula» de aumento salarial de 25 cêntimos por dia, pretendendo que esse valor seja aplicado só a partir de 1 de Julho.

O sindicato destaca que os trabalhadores contribuíram para os bons resultados, pelo que «é da mais inteira justiça que a riqueza criada seja distribuída por quem a produz».

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