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Para negar aumento salarial, ANIPC recorre à epidemia

Os patrões da indústria de papel e cartão recusam-se a negociar a actualização salarial para 2020, não aplicando sequer a proposta de mais 35 euros para todos, que tinham apresentado a 2 de Março.

Fábrica Prado está em processo de lay off
Fábrica Prado está em processo de lay offCréditos

Depois de ter respondido à proposta sindical para 2020, a Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão (ANIPC) afirma agora que só negoceia a actualização dos salários para vigorar em 2021.

A associação patronal desculpa-se com a actual situação epidémica, mas para a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) esse argumento é «inaceitável».

Num comunicado aos trabalhadores, a Fiequimetal salienta que as empresas do papel e cartão não interromperam a sua actividade, tendo inclusivamente aumentado a procura dos produtos de muitas delas, como é o caso do papel tissue.

A federação não aceita que sejam os trabalhadores, mais uma vez, os principais prejudicados. Ao contrário do pretendido pela associação patronal, a estrutura sindical afirma que é necessário valorizar os salários, «para não enfraquecer mais o já deficiente poder de compra dos trabalhadores». Por outro lado, defende que aumentar os salários contribui para a recuperação da economia.

Para alterar a decisão da ANIPC, a Fiequimetal refere que «não resta alternativa que não seja a luta» nos locais de trabalho, pelo aumento dos salários, mas também pelos direitos e por condições de saúde e segurança.

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