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No El Corte Inglés há um El Corte nas folgas

O CESP veio a público denunciar as mudanças impostas pela administração do El Corte Inglés na rotatividade das folgas dos trabalhadores, alegando que as alterações estão a ser feitas sem acordo prévio com os funcionários.

Créditos / tripadvisor

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) afirma que «não aceita andar para trás» e exige «horários dignos». A principal crítica do sindicato passa pelo facto de o El Corte Inglés estar a modificar o sistema de rotatividade das folgas a partir do próximo dia 4 de Maio, sem o consentimento dos trabalhadores, algo que, segundo o CESP, viola claramente o Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) em vigor.

O sindicato recorda, nomeadamente, o n.º 10 da cláusula 11.ª do CCT, que garante que qualquer alteração à rotatividade das folgas carece de acordo escrito do trabalhador. Além disso, o CESP sublinha que a conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar está consagrada na Constituição da República Portuguesa e no Código do Trabalho, que impõem ao empregador o dever de favorecer esse equilíbrio, nomeadamente através da organização dos horários de trabalho.

Perante esta situação, o CESP já requereu uma reunião urgente com a administração do El Corte Inglés para esclarecer o caso. Paralelamente, o sindicato anuncia que, no final de Março, irá reuni com os trabalhadores e fará circular um abaixo-assinado para que os funcionários possam manifestar formalmente o seu desacordo com as novas regras.

«Não aceitamos! O El Corte Inglés vai mesmo ter de nos ouvir», sublinha o comunicado, apelando à adesão e força do sindicato.
 

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