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Médicos marcam três dias de greve em defesa do SNS

Os sindicatos dos médicos marcaram uma greve geral para os dias 23, 24 e 25 de Novembro pela melhoria das condições de trabalho, a defesa da carreira e, entre outras razões, uma remuneração justa. 

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) reuniram-se esta quarta-feira para analisar o estado actual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os problemas laborais que os seus médicos enfrentam.

«Concentrados que estiveram no combate à pandemia, e após se ter atingido a meta de vacinação de 85% da população, a exaustão e exasperação dos médicos é notória», lê-se num comunicado saído da cimeira, no qual se denuncia a «recusa do Governo» em investir de «forma consequente» no SNS e na negociação de condições de trabalho adequadas para estes profissionais.

As estruturas recusam «ficar indiferentes perante o desmantelar do SNS» e admitem que as «indisfarçáveis» insuficiências dos serviços de saúde são resultado de muitos anos de desinvestimento no serviço público, num cenário entretanto agravado pela pandemia.

Alertam que as «deficitárias condições de trabalho» têm levado à desvinculação dos médicos do SNS o que, associado às reformas por idade e à fraca retenção de jovens especialistas, está a gerar «gravíssimas insuficiências», e que as propostas para o Orçamento do Estado de 2022 são «desproporcionais e desadequadas» em relação às necessidades efectivas do SNS.

«As propostas que supostamente respeitam à capacidade de reter médicos no SNS são completamente inconsequentes», criticam os sindicatos, que acreditam que a crise do SNS pode ser ultrapassada, «mas apenas com medidas de força, imediatas e sustentáveis, que incluam uma adequada gestão de recursos humanos».

No caso dos médicos, consideram fundamental dar início a um processo negocial «honesto e de reais efeitos práticos», que contemple aspectos como a melhoria das condições de trabalho, a defesa da carreira médica, a possibilidade de optarem pelo regime de trabalho em dedicação exclusiva, devidamente majorada e acessível a todos os médicos, e uma remuneração «justa e adequada».

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