O despedimento colectivo e o encerramento da fábrica de Rio de Moura da Husqvarna, multinacional sueca de produção de ferramentas eléctricas para o jardim e floresta, «está a ser um sucesso financeiro para os accionistas do Grupo Husqvarna, que viram os seus dividendos aumentar, e para a gestão local, que garante encaixes substanciais com a venda do parque de máquinas e activos».
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas (SITE CRSA/CGTP-IN) considera «intolerável que a empresa tenha recorrido à narrativa de «falta de liquidez» para recusar indemnizações dignas», isto depois de «anunciar um bónus para quem faça trabalho suplementar aos sábados» durante o mês de Agosto.
O impacto do despedimento coletivo «é ainda mais gravoso porque atinge famílias que já enfrentam dificuldades económicas, uma vez que a maioria dos trabalhadores aufere o salário mínimo nacional», refere ainda o sindicato.
Em Março de 2026, a Husqvarna tinha tentado recorrer ao lay-off para preparar e pôr o Estado a financiar «despedimentos colectivos já equacionados», afirmou, nessa altura, o SITA CRSA. Meses depois, fica demonstrado que o objectivo da empresa sempre foi o de despedir os seus trabalhadores pagando-lhes o mínimo possível, recorrendo até a «irregularidades» para o alcançar.
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