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Sindicato acusa Husqvarna de usar lay-off para preparar despedimento colectivo

Após serem impedidos de começar um processo de lay-off, a Husqvarna avança agora com um despedimento colectivo. SITE CSRA quer garantir que fundos públicos não são usados para apoiar despedimentos.

Créditos / SITE CRSA

Em Março, a Husqvarna Portugal, dependência de uma multinacional sueca de produção de ferramentas eléctricas para o jardim e floresta, foi impedida de avançar com um processo de lay-off «irregular» pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas (SITE CRSA/CGTP-IN). Dois meses depois, a empresa anunciou a sua intenção de avançar com um despedimento colectivo.

A utilização de instrumentos como o lay-off «deve obedecer estritamente ao enquadramento legal aplicável e não pode servir para preparar ou financiar, de forma indirecta, despedimentos colectivos já equacionados», afirma o sindicato, em nota a que o AbrilAbril teve acesso. O SITE CRSA considera que o objectivo da Husqvarna era mesmo esse: pôr o Estado português a assumir a maior parte dos custos com os salários para financiar o seu processo de despedimentos.

Todos os «apoios públicos às empresas devem estar associados à salvaguarda do emprego e ao cumprimento de compromissos sociais e laborais».

A estrutura sindical lamenta ainda que o patronato avance com esta decisão num momento em que os trabalhadores «enfrentam o agravamento do custo de vida e a degradação das suas condições de trabalho», evidenciando uma lógica em que se privilegiam «os interesses dos accionistas em detrimento da estabilidade do emprego e da responsabilidade social».

«A empresa dispõe de capacidade tecnológica e meios produtivos que justificam a análise de alternativas ao despedimento coletivo, nomeadamente através de processos de reconversão produtiva, formação profissional e eventual reencaminhamento de trabalhadores para outras unidades ou polos industriais», considera o SITE CRSA, que já anunciou a sua intenção de contestar o despedimento colectivo junto do Governo e da autarquia.

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