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Greve nos CTT de Santarém com adesão de 90%

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal de Santarém iniciaram esta quarta-feira uma greve parcial até ao fim de Março, contra a falta de pessoal e a dimensão dos giros, que levam à exaustão.

Piquete de greve dos trabalhadores no centro de distribuição dos CTT em Santarém
Piquete de greve dos trabalhadores no centro de distribuição dos CTT em SantarémCréditos / União de Sindicatos de Santarém

O pré-aviso de greve foi entregue pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN), decorrendo de forma parcial de 13 a 20 de Março, à primeira hora de trabalho da manhã. A partir do dia 21 e até ao fim do mês, a paralisação passa a ser de duas horas.

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal (CDP) de Santarém contestam a enorme sobrecarga de trabalho e afirmam estar «exaustos» devido «à dimensão das voltas cada vez mais largas, a que acresce a dificuldade da falta de pessoal». Além disso, os funcionários queixam-se da «falta de higiene» nas instalações, que tem provocado «inúmeros problemas alérgico-respiratórios».

Em nota de imprensa, a União de Sindicatos de Santarém (CGTP-IN) sublinha que a greve está a ter «uma adesão de 36 carteiros, num total de 40 trabalhadores», o que equivale a um valor de 90%. Para a estrutura, tal valor «demonstra claramente a unidade dos trabalhadores em torno da resolução dos seus problemas laborais, mas também na defesa do serviço de distribuição postal público e universal».

O SNTCT salienta que o CDP em causa abrange actualmente três concelhos com uma vasta área (Santarém, Almeirim e Alpiarça), sendo que estes dois últimos tinham centros próprios, mas foram encerrados nos últimos anos pela actual gestão privada dos CTT como parte do chamado «processo de reestruturação».

Comunistas solidários com «justa luta dos carteiros»

Em comunicado de imprensa, o PCP afirma-se solidário os trabalhadores em greve, assinalando que os motivos do protesto não estão desligados da concessão dos CTT a privados, «levada a cabo por PS, PSD e CDS-PP», que conduziu à perda da qualidade do «serviço prestado às populações, ao mesmo tempo que se distribuíram milhares de euros aos seus accionistas».

Nesse sentido, os comunistas afirmam que «é imperiosa a retomada imediata do controlo público dos CTT, com o consequente investimento na contratação de pessoal e na melhoria das suas condições de trabalho», porque «só por esta via será possível melhorar o serviço público de distribuição postal, que continua a ter uma importância fundamental para milhares de portugueses».

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