|Contestação laboral

Greves na distribuição marcam quinzena de luta em Abril

Os trabalhadores da distribuição iniciaram esta segunda-feira uma quinzena de luta, pelo aumento dos salários e o fim da chantagem nas negociações, com greves em várias empresas e no 1.º de Maio.

CréditosMARIJAN MURAT / Agência LUSA

A quinzena de luta promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) iniciou-se hoje, com um plenário no Jumbo de Portimão, e termina a 20 de Abril. Amanhã decorre um plenário nos Armazéns da FNAC em Alverca, entre outros.

Dos protestos, destacam-se as várias greves e acções de denúncia em destacadas cadeias de distribuição. Está ainda marcada uma greve de dois dias no Lidl, a 29 e 30 de Abril, e uma outra, de âmbito geral, no 1.º de Maio.

Os trabalhadores contestam o impasse em torno das negociações para a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) no sector, abrangendo mais de 100 mil trabalhadores, e que duram há mais de um ano. O CESP calcula que a ausência de actualização salarial já custou 3831 euros aos trabalhadores. 

Estes exigem o aumento geral dos salários, de forma a repor o poder de compra perdido desde 2010, o fim da tabela B, que prevê menos 40 euros de salário em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal, e a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível de especializado.

Os patrões, representados pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), apesar dos elevados lucros, insistem na redução do valor pago pelo trabalho suplementar e em dia de feriado. Outra exigência patronal a troco dos aumentos é a introdução do banco de horas no CCT, dando força à crescente desregulação de horários.

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