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Greve força acordo na Paço Rápido

Após três dias de greve, os motoristas da Empresa Transportadora Paço Rápido, em Lisboa, conseguiram forçar a entidade patronal a sentar-se à mesa e a aceitar as suas reivindicações.

Piquete de greve dos trabalhadores
Piquete de greve dos trabalhadoresCréditos / STRUP

«Na Empresa de Mercadorias Paço Rápido, os trabalhadores assumiram a luta na forma de greve parcial, que se iniciou na passada segunda-feira com elevada adesão», o que levou a que, ao terceiro dia, «o patrão se visse na necessidade de negociar», lê-se na nota de imprensa da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

A greve parcial de sete horas na Paço Rápido, que estava prevista até 31 de Maio, foi motivada pela falta de resposta da administração às reivindicações dos trabalhadores. Entre as quais, exigiam a aplicação integral do novo Contrato Colectivo de Trabalho Vertical (CCTV) e o pagamento das refeições devidas pela duração dos tempos laborados.

«O CCTV é para cumprir e serão os trabalhadores que, com a sua intervenção, conseguirão defender o que lhes pertence e, com isso, dar mais força à negociação que está em curso para a revisão da contratação colectiva», reitera a Fectrans.

O novo CCTV foi assinado entre a Fectrans e a ANTRAM, em Outubro de 2018. À altura, a federação afirmou em comunicado que, «não sendo o acordo perfeito», este foi uma evolução nas condições de trabalho, num sector onde o patronato optava por pagar o mínimo possível, assim como permitiria a revisão dos baixos salários, que teve início a 3 de Maio.

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