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Governo deve pôr fim a «paliativos» na Cultura

O ponto de situação e os resultados do terceiro inquérito feito pelo CENA-STE aos trabalhadores do sector demonstram que os problemas não estão resolvidos e as dificuldades se vão estender no tempo.

CréditosPaulo António

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN), as iniciativas de apoio do Ministério da Cultura motivadas pela situação sanitária revelam o «entendimento político» que este Executivo tem do sector.

Num «Ponto de situação do sector das Artes de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos», o CENA-STE começa por notar que as «insuficientes medidas tomadas até à data, meramente paliativas, estão a deixar cair num poço sem fundo grande parte dos trabalhadores em Portugal, em que se incluem os profissionais do sector da Cultura».

Os resultados do mais recente inquérito feito pelo sindicato, em pleno período de «retoma», revelam que 54% dos trabalhadores inquiridos têm mais de 15 anos de experiência, mas que apenas 12% têm contratos sem termo.

Este facto demonstra claramente o nível de precariedade do sector, afirma o sindicato, acrescentando que 70% destes trabalhadores têm uma segunda actividade, como forma de colmatar uma actividade ocasional e imprevisível na cultura, trabalhando muito para lá das oito horas diárias desejáveis.

Confirma-se também que mais de 80% da actividade prevista foi cancelada ou adiada e, ao contrário do que tem sido dito pelo Governo, apenas 7% dizem ter visto as suas actividades profissionais reagendadas com data concreta.

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