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Frente Comum: propostas do Governo são «oportunistas»

A coordenadora da Frente Comum afirmou que as propostas do Governo são insuficientes e pretendem iludir os trabalhadores, reiterando que estes não vão desistir de lutar por aumentos salariais em 2019.

Manifestação da administração pública realizada a 10 de Maio de 2019
Manifestação da administração pública realizada a 10 de Maio de 2019Créditos / Frente Comum

As declarações foram efectuadas por Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN), que ontem falou aos jornalistas à saída de uma reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa, onde o Governo apresentou dois projectos de diploma.

Uma das propostas estabelece uma medida prevista no programa do Governo «3 em linha», que prevê a dispensa até três horas a um trabalhador responsável por um menor até 12 anos no primeiro dia de escola, mas apenas caso «não se verifique prejuízo grave para o normal funcionamento do serviço».

Ana Avoila afirmou que a medida é uma ilusão porque, além de considerar que «três horas não dão para nada», condicionar a possibilidade da dispensa à disponibilidade do serviço significa que «quase ninguém» vai poder usufruir dela.

Sobre o novo programa de capacitação de técnicos superiores (CAT), a dirigente da Frente Comum disse que ainda vai ter de analisar melhor a proposta do Executivo mas, num primeiro olhar, considerou que as duas propostas do Governo são «oportunistas», tendo como objectivo o «calendário eleitoral».

Para Ana Avoila, mais importante do que discutir medidas «avulsas, insuficientes e oportunistas» em fim de legislatura, é a necessidade de aumentos salariais para todos em 2019, uma vez que mais de 600 mil trabalhadores da Administração Pública estão sem quaisquer aumento salarial há dez anos.

«Não desistimos de discutir os aumentos salariais para 2019, nem a revisão da Tabela Remuneratória Única», frisou a sindicalista, alertando que é importante que «o Governo não tenha ilusões sobre aquilo que os trabalhadores sentem neste momento e quanto à disposição que têm para continuar a lutar».

Com agência Lusa

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