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Fnac quer especialistas, mas com salário mínimo

Os trabalhadores da multinacional defendem o aumento urgente dos salários e a valorização profissional. A Fnac quer ser vista como tendo os melhores especialistas, mas com o salário mínimo, diz sindicato.

Perante a «posição inflexível» da empresa, os trabalhadores da Fnac convocaram uma greve para 30 de Novembro
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O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) afirma, através de comunicado, que na reunião de 22 de Novembro «ficou claro» que a Fnac «vai insistir na meritocra­cia» e não aceita diferenciar os salários dos trabalhadores em função da antiguidade na empresa e da especialização adquirida.

Os aumentos por mérito apenas ocorrerão em Março, revela o sindicato, que exige o aumento dos salários de todos os trabalhadores e a garantia de um aumento mínimo de 40 euros entre níveis da tabela salarial (níveis de promoção na categoria profissional).

Recorde-se que, numa reunião em Maio passado, para discutir o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a empresa tinha insistido na perspectiva do aumento em função do desempenho, tendo afirmado então que aumentar todos os trabalhadores «não é justo».

O CESP não aceita que a multinacional francesa persista com uma lógica de baixos salários para trabalho especializado, pagando o salário mínimo aos seus especialistas. «Publicamente, a Fnac quer ser vista como tendo os melhores especialistas», mas «quer continuar» a pagar-lhes o salário mínimo nacional, lê-se na nota.

Outra das reivindicações do sindicato passa pelo pagamento do trabalho nocturno a todos os trabalhadores, a partir das 20h. O CESP apresentou a proposta de todos os trabalhadores da Fnac receberem um acréscimo de 25% a partir das 20h, mas a empresa «recusa alterar a sua posição», refere.

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