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Fenprof dá uma semana para que Ministro da Educação agende reunião

«Esta atitude do ministro, de desrespeito por regras mínimas da democracia, resulta num inaceitável bloqueio negocial, mesmo quando, nos termos da lei, esta teria de se realizar», denuncia a Fenprof. 

CréditosAntónio Cotrim / Lusa

Um mês volvido sobre o atribulado arranque do ano lectivo, em que ficaram por colocar professores para mais de 50 mil alunos por todo o país, «o Ministro da Educação mantém um intolerável silêncio face às principais questões» do seu sector, acusa a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) em comunicado enviado ao AbrilAbril.

Tem sido rejeitado «todo e qualquer tipo de diálogo com as organizações sindicais, recusando abrir processos negociais sobre aspectos tão importantes para os professores e educadores como são a carreira, o combate ao envelhecimento e, também, à precariedade ou as condições de trabalho, principalmente os horários».

Não se trata apenas da total ausência de uma intenção de responder aos problemas do sector da Educação, ou da recusa em esclarecer até a mais concreta das perguntas colocadas por esta organização representativa dos trabalhadores, mas também «a forma desqualificada como a Fenprof tem sido recebida no Ministério da Educação, quando, na sequência de pedidos de audiência, aí se dirige, designadamente para entregar propostas ou outros documentos».

«Não só é negada a realização de qualquer audiência, como são os funcionários do atendimento geral que são mandados receber os documentos de natureza política dirigidos ao ministro ou a algum dos secretários de estado».

Atendendo a que a «democracia e o respeito pelas organizações sindicais representativas bateu no fundo», e perante a atitude, que Fenprof considera ser inqualificável, do ministro Tiago Brandão Rodrigues, esta estrutura sindical exige «ao titular da pasta da Educação que, até ao próximo dia 19 de Outubro, seja marcada uma reunião na qual esteja presente» e que possa dar início aos processos negociais estipulados pela lei.

A Fenprof vai apresentar as suas propostas para o Orçamento do Estado, destinadas à Educação, Ensino Superior e Ciência às «direcções dos partidos políticos com grupo parlamentar constituído», começando já amanhã com o PCP e o BE.

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