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Enfermeiros marcam greves pelo descongelamento das carreiras

No Norte e no Algarve, os enfermeiros estarão em greve no final de Janeiro para denunciar o «incumprimento» de compromissos sobre a avaliação de desempenho e a progressão na carreira.

Concentração de enfermeiros junto ao Hospital São Francisco de Xavier
CréditosANTÓNIO COTRIM / LUSA

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) convocou uma greve, para dia 29 de Janeiro, na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, alegando ser «inadmissível e incomportável a situação com que continuam confrontados os enfermeiros das unidades funcionais» na dependência desta ARS. Nesse dia, pelas 11h, os enfermeiros vão também realizar uma concentração de protesto em frente às instalações.

O SEP acusa a ARS do Norte de ser responsável pela ausência de anos não avaliados, porque «não orientou/desenvolveu as exigências legais para a concretização da avaliação do desempenho», ainda que tenha sido alertada «sistematicamente» pelo sindicato em todas as reuniões efectuadas.

Passados dois anos desde o descongelamento das progressões «nenhum enfermeiro foi notificado do número de pontos de que é detentor». «Existem ACES que ainda estão a pensar a forma como poderá ser ultrapassada a ausência de avaliação do desempenho do biénio 2017-2018», referem em nota.

Os enfermeiros reivindicam o pagamento dos 100% do descongelamento da progressão, a contagem de pontos relativa aos anos antes do ajustamento salarial, a transição de todos os enfermeiros com o título de especialista para a categoria de especialista da nova carreira, a publicação da lista nominativa de transição e a admissão urgente de mais enfermeiros.

Greve no Algarve a 24 de Janeiro

Também no Algarve está marcada uma greve para dia 24 de Janeiro por causa do «incumprimento dos compromissos assumidos» pelo Centro Hospitalar Universitário Algarve (CHUA) e a ARS do Algarve.

O SEP tinha desconvocado uma greve agendada para os dias 26 e 27 de Setembro de 2019, em resultado da assinatura de «importantes compromissos escritos» com estas instituições, que entretanto não foram respeitados.

Em causa está a progressão de centenas de enfermeiros, cujo descongelamento já deveria ter ocorrido com efeitos a Janeiro de 2018 e 2019.

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