|descongelamento das carreiras

«Os enfermeiros não se podem avaliar a si próprios»

A decorrer com uma adesão de cerca de 80%, a greve dos enfermeiros do Médio Tejo tem por objectivo exigir a concretização das progressões que estão pendentes por irregularidades no que toca às avaliações.

Paralisação insere-se nas iniciativas regionais do SEP
Créditos

A greve convocada para hoje surgiu no seguimento de uma reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, no dia 23, na qual o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) afirma não terem ficado resolvidos os problemas destes trabalhadores.

Em declarações ao AbrilAbril, Helena Jorge, dirigente do SEP, deu nota de uma boa adesão, uma vez que apenas os cuidados mínimos foram assegurados.

«A postura da administração continua a mesma: não se responsabilizam pelos anos em que não há avaliações», disse a dirigente, lembrando que alguns enfermeiros têm dez anos sem avaliações contabilizadas.

«Nós não aceitamos que os profissionais sejam penalizados por uma irregularidade que não foi por eles cometida. Os enfermeiros não se podem avaliar a si próprios, é a instituição que tem o dever legal de avaliar os seus trabalhadores», frisou.

Dos 745 enfermeiros deste centro hospitalar, dois terços auferem o ordenado base da carreira, o que para o sindicato é uma falta de respeito para com estes profissionais e o seu direito à progressão.

Tópico