|Serviço Nacional de Saúde (SNS)

Enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu preparam greve

«Depois da greve do dia 3, e de uma das maiores concentrações de enfermeiros em Viseu, mantemos a luta e não desistimos enquanto não for feita justiça», afirma o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN).

Dezenas de enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu concentraram-se esta manhã contra a não contabilização dos anos de serviço a que os profissionais têm direito, junto ao Hospital de Viseu. 3 de Fevereiro de 2023 
Dezenas de enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu concentraram-se esta manhã contra a não contabilização dos anos de serviço a que os profissionais têm direito, junto ao Hospital de Viseu. 3 de Fevereiro de 2023 CréditosNuno André Ferreira / Agência Lusa

As acções de luta dos enfermeiros têm vindo, ao longo de todo o mês de Fevereiro, a bloquear hospitais, centros de saúde, DICAD e Serviços Centrais, num combate pela contagem dos pontos para a progressão na carreira e o pagamento, com retroactivos a 2018, do tempo tirado aos enfermeiros, injustamente.

No caso específico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, o conselho de administração recusa-se a evoluir na sua posição, não assumindo «qualquer compromisso que resolva os problemas identificados». Em comunicado, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) reafirma não ser necessária «qualquer Lei em especial» para devolver as carreiras aos trabalhadores: «a administração tem o poder e a autonomia para decidir, se assim o entender».

Face à opção consciente, do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, em continuar a penalizar os trabalhadores, que durante este período (de 2018 para cá) nunca deixaram de cumprir as suas funções, «não resta outra alternativa aos enfermeiros que não seja a manutenção da luta».

A greve ao turno da manhã terá lugar no dia 24 de Fevereiro, com concentração à porta da instituição a partir das 11h. A acção de luta é da «pura e exclusiva responsabilidade da administração do hospital», com quem o SEP voltou a reunir no dia 20 de Fevereiro, com o objectivo de chegar a um acordo.

Os enfermeiros exigem a contagem de pontos a todos os enfermeiros promovidos às categorias de especialista e chefe entre 2004 e 2011, a contabilização de pontos de todos os vínculos precários, a contabilização de pontos por ano civil, e o «correcto posicionamento remuneratório de todos os enfermeiros», ou seja: que cada enfermeiro receba o salário a que tem direito.

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